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QUEM VOCE PENSA QUE É? Veja só isso!!! Não somos absolutamente nada! Então deixa disso! Seja Luz, ilumine!!!!
Observadores europeus divulgam representação baseada em cinco anos de monitoramento do espaço do que seriam três 'super' planetas na galáxia da estrela HD 40307 (círculo vermelho); os planetas, observados através do telescópio La Silla, de controle europeu, mas instalado no Chile, medem 4,2, 6,7 e 9,4 vezes o tamanho da TerraESO / Reuters Escrito por niceacupuntura às 13h24 [] [envie esta mensagem] ![]() Escrito por niceacupuntura às 09h11 [] [envie esta mensagem] ![]() Escrito por niceacupuntura às 09h09 [] [envie esta mensagem] ![]() Escrito por niceacupuntura às 09h06 [] [envie esta mensagem] Não se deixe abater pela tristeza, todas as dores terminam. Não é só o tempo que vai trazer o alívio, vai depender muito de vc. Desvie seu pensamento pra coisas que já te fez feliz. Leia bons livros, conviva com pessoas otimistas. Vá a lugares onde a paisagem seja bela... Perder tempo é desperdiçar a vida E correr contra o tempo é maltratar o coração. Escrito por niceacupuntura às 09h06 [] [envie esta mensagem] ![]() ![]() ![]() Escrito por niceacupuntura às 21h52 [] [envie esta mensagem] ![]() Escrito por niceacupuntura às 21h36 [] [envie esta mensagem] Eu me perdoo, por qualquer ação, pensamento ou feito passado, presente ou futuro, nesta ou em qualquer outra realidade, que não foram compostos com as frequências do AMOR Sagrado. Perdôo a todos com quem compartilhei energias conflitivas e discordantes, durante minhas vidas presente e passadas, nesta ou em qualquer outra realidade, e as devolvo para eles, envolvidas em uma bolha de AMOR, todas as MEMÓRIAS negativas, energias impactadas e futuros prováveis que criamos juntos. Peço aos anjos do perdão para impregnar todas as facetas do meu ser, com as frequências do AMOR/LUZ de modo que eu possa me tornar concentrado em minha alma e centrado em meu coração , como um PORTADOR de LUZ e um MESTRE de mim mesmo.Assim está feito. Escrito por niceacupuntura às 21h35 [] [envie esta mensagem] ![]() Escrito por niceacupuntura às 09h00 [] [envie esta mensagem]
A própria palavra evoca imagens lúgibres de mortos a caminhar, bonecos de cera letais cravejados de alfinetes e bizarros rituais realizados à meia-noite nas profundidades da floresta virgem do Haiti. Mas o vodu é mais do que mera magia negra, ou maléfica. Confundido inúmeras vezes com magia negra, o vodu é, na verdade, um dos muitos caminhos que levam a Deus e à conquista da felicidade, e seus recursos podem e devem ser empregados para fazer o bem. Cabe ao praticante utilizar corretamente o poder do vodu.
O termo tem origem daomeana e tanto se refere às divindades boas quanto às más.O vodu é uma religião muito popular praticada no Haiti. À semelhança do que aconteceu com os escravos no Brasil e com a religião que veio com eles da África, os negros que aportaram no Caribe também se viram obrigados a realizar um sincretismo religioso entre suas divindades e as divindades cristãs aceitas na região. Foi assim que, Olorum, a entidade máxima, o próprio criador dos deuses e dos homens do vodu haitiano, foi rebatizado como o Bon Dieu.Obatalá, que para os umbandistas e adeptos do candomblé é Oxalá, recebeu o nome de Virgem das Mercês. Na sua forma original, foi trazido por escravos africanos para a ilha caraíba do Haiti no século XVI. Aí entrou em contato com a religião católica romana dos colonos franceses proprietários de escravos, em consequência do que absorveu muitas das complexidades do catolicismo sem jamais perder a sua natureza essencialmente pagã. Assim, por exemplo, atualmente ainda muitos haitianos acreditam que pelo menos um dos aspectos do deus-serpente vodu Damballah é fielmente representado na reprodução convencional de s. Patrício da Irlanda. Tal como acontece com muitas religiões orientadas para a magia, a idéia essencial do vodu é a de que toda a realidade é uma espécie de fachada por detrás da qual atuam forças espirituais muito mais importantes. As árvores podem ser as moradas de espíritos poderosos; a doença e a morte nunca são fortuitas, mas constituem sempre um sinal de retribuição divina ou mágica. Este mundo de espíritos vodu é chefiado por Legba, mediador entre o homem e os espíritos. Outros deuses importantes, ou loas, incluem o deus-serpente Damballah, fonte de virilidade e poder; Erzulie, dedeusa do amor, ciúme e vingança, e Guede, que, juntamente com auxiliares sinistros vomo o mal-afamado Barão Samedi, preside aos mistérios da morte e feitiçaria maligna. Numa posição hierárquica inferior à dos deuses mais importantes encontram-se as divindades menores, por vezes denominadas deuses petro, e abaixo destes inúmeros espíritos, incluindo muitos anteriormente humanos. Nos elaborados rituais do vodu, os adoradores invocam estes loas e espíritos, esperando ser possuídos por um que traga boa sorte, efetue uma cura, aplaque a alma de um morto, conjure o mal, consagre um sacerdote ou desempenhe qualquer outro serviço de caráter mágico. Ele é o mais poderoso dos rituais. Existem dois tipos de ritos no vodu, sendo que um, o rada-canzo é baseado em parte no catolicismo e em parte na magia branca, e tem como sacerdote o houngan. No outro rito, o petro, ou magia negra , seu sacerdote é denominado bocorte é aceitável e comum a realização de trabalhos com fins maléficos. Esse último rito, encerra uma série de atividades e práticas através das quais a religião vodu é mais conhecida e afamada em todo o mundo. Os deuses do rito petro possuem um caráter agressivo e bem marcante, que faz com que sejam invocados tanto para o bem como para o mal. Durante o ritual de magia negra são invocados espíritos da destruição e é comum o sacrifício de animais, que morrem simbolicamente em nome de quem se quer prejudicar. Existe também as famosas paket, que são bonecos feitos em madeira ou cera, representando as pessoas que se quer fazer mal, ou até mesmo em certos casos, eliminar. A esses bonecos, costuma-se atear fogo ou então espetar alfinetes enferrujados em regiões do corpo consideradas vitais, como por exemplo, na área relacionada ao coração. O vodu possui uma imensa galeria de deuses aos quais denomina-se genericamente de loas, porque qualquer um que em vida tenha demonstrado em vida qualidades especiais pode ter sua alma incorporada às divindades haitianas. Uma cerimônia vodu típica terá lugar numa noite de sábado num houmfor, um templo situado na floresta haitiana. O houmfor consiste geralmente num pequeno edifício onde são guardadas as relíquias sagradas, uma sala adjunta laterarlmente aberta e um pátio ou clareira onde se reúnem os adoradores. Um sacerdote denominado houngan (ou, no caso de se tratar de uma mulher, mambo) inicia as cerimônias na sala exterior com preces, encantações e libações propiciatórias. Desenha no solo símbolos mágicos, ou veves, especificamente destinados aos loas que deseja convocar nessa noite. Os adoradores começam a cantar e a dançar e, à medida que o seu frenesim aumenta, oferecem-se sacrifícios aos deuses - geralmente galinhas ou cabras. A determinado momento, se a cerimônia se processar devidamente, os corpos de pelo menos alguns dos adoradores são possuídos pelos loas. Os indivíduos possuídos contorcer-se-ão de um modo incontrolável, falarão com vozes estranhas e por vezes línguas ininteligíveis e, finalmente, tombarão no solo, o que será considerado um sinal de que os loas favoreceram a petição dos adoradores. São, porém, os aspectos mais secretos do vodu que mais têm apelado para a imaginação do Mundo. E o vodu - um sistema de crença enraizado no medo - possui efetivamente aspectos muito secretos. Práticas como assassínios, rituais, canibalismo e magia negra são atribuídas a determinadas sociedades secretas de vodu conhecidas coletivamente como seitas vermelhas. Feiticeiros denominados bokos invocarão, a troco de uma retribuição monetária, a ajuda do Barão Samedi a fim de lançar maldições fatais sobre os vivos - e eventualmente maldições mais aterrorizantes ainda sobre os que acabaram de morrer, pois são estes que é possível, através da magia, transformar em zombies, cadáveres reanimados condenados a servir para sempre os seus senhores como escravos descerebrados. Diz-se que François (Papa Doc) Duvalier, o falecido ditador do Haiti, utilizou este aspecto mais secreto do vodu como meio de manter o controle sobre os seus supersticiosos súbditos. O instrumento básico utilizado para invocar a energia desses deuses é o boneco vodu. Esse boneco recebe o nome de FETICHE, palavra que significa ‘feitiço" ou "feito com as mãos". O boneco de vodu é confeccionado pela pessoa que vai executar o trabalho de magia, e pode ser feito com qualquer massa de modelar. Enquanto molda o fetiche, você deve mentalizar seus objetivos e enviar energia para o boneco. É importante que o boneco tenha cabeça, tronco, membros e órgão genital, se for a representação de um homem, ou seios, se corresponder a uma mulher. Para batizar o boneco, amarre nele um pedaço de papel com o nome da pessoa a quem você quer influenciar ou de quem quer receber ajuda.
Maria Helena Farelli, maga, estudiosa dos ritos de origem africana, explica que os trabalhos para atrair amor, saúde, sucesso devem ser feitos nas luas nova, crescente e cheia. Para afastar pessoas ou se libertar de situações desagradáveis, a melhor fase é a minguante.
Ao oferecer o fetiche, você deve desenhar um círculo com pemba ( espécie de giz encontrada em lojas de umbanda) e se colocar no interior dele para mentalizar o pedido. A oferenda deve ser feita ao ar livre, e as melhores horas para isso são ao meio dia, às 16 horas, às 23 horas e à meia noite. Mas cuidado !!! Esse último horário é perigoso. Palavras de Maria Helena "A meia-noite é a hora brava da magia e as pessoas podem pegar uma carga negativa"
Para evitar problemas, a maga aconselha que, antes de fazer o ritual, você acenda uma vela para o anjo da guarda e conserve a mente tranqüila. Terminada a oferenda, você deve guardar o boneco até o pedido ser atendido. E, para desmanchá-lo, precisa pedir licença aos loas. Feito isso, retire o nome do boneco e deixe-o numa praia, sobre a areia. Ao voltar para casa, tome um banho de ervas e faça uma prece de agradecimento aos loas.
Embora estejam sobretudo concentradas na ilha do Haiti, as crenças e práticas mágicas do vodu divulgaram-se facilmente nos EUA, via tráfico de escravos, conseguindo a sua primeira e mais poderosa base de apoio na Luisiana no século XVIII. Em meados do século XIX, a influência local do vodu era suficientemente grande para permitir que uma mambo que se autopromoveu, Marie Laveua, se tornasse uma celebridade de Nova Orleães, Geórgia e Carolina do Sul, o vodu espalhou-se para norte para os guetos e zonas suburbanas das grandes cidades industriais. Já em 1978 o oficial da Polícia Hugh J. B. Cassidy, antigo comandante do 77th Precinct de Nova Iorque, calculou que na secção Bedford-Stuyvesant de Brooklyn havia 30 houmfors secretos e talvez 100 houngans e mambos praticantes. A magia vodu surte efeito? Pelo menos num sentido a resposta tem de ser afirmativa. Num estudo bem conhecido intitulado Voodoo Death, o fisiólogo de Harvard Dr. Walter B. Cannon descreveu o processo através do qual um crente do vodu pode morrer de medo se pensa que foi amaldiçoado. O choque auto-infligido, com as consequentes deficiências circulatórias e quebra de fornecimento de oxigênio aos órgãos vitais, pode ser precipitado, afirmou o Dr. Cannon, pelo simples «poder fatal da imaginação agindo através do terror absoluto.
Fonte: http://www.emocoesemagia.hpg.ig.com.br Escrito por niceacupuntura às 08h59 [] [envie esta mensagem] Onde colocamos nosso investimento esta nosso tesouro ![]() Escrito por niceacupuntura às 08h52 [] [envie esta mensagem]
Escrito por niceacupuntura às 10h55 [] [envie esta mensagem] ![]() Escrito por niceacupuntura às 08h23 [] [envie esta mensagem] A crença elementar da filosofia em sua gênese reconhece no pensamento puro a possibilidade de descobrir todo o conhecimento necessário. Era uma ilusão, cada qual pode compreendê-lo com facilidade, se se esquecer provisoriamente das aquisições ulteriores da filosofia e da ciência física. Por que se admirar, se Platão concede à “Idéia” uma realidade superior à dos objetos empiricamente experimentados? Spinoza, Hegel inspiram-se no mesmo sentimento e raciocinam fundamentalmente da mesma forma. Poder-se-ia quase fazer a pergunta: sem esta ilusão será possível no pensamento filosófico inventar algo de grandioso? Mas deixemos de lado esta interrogação. Diante da ilusão, bastante aristocrática, do poder de percepção ilimitada do pensamento, existe outra ilusão bem plebéia, o realismo ingênuo, segundo o qual os objetos “são” a pura verdade de nossos sentidos. Ilusão que ocupa a atividade diária dos homens e dos animais. Na origem, as ciências se interrogam deste modo, sobretudo as ciências físicas. As vitórias sobre as duas ilusões nunca se separam. Eliminar o realismo ingênuo é relativamente fácil. Russell define de forma muito característica este momento do pensamento na introdução a seu livro An inquiry into Meaning and Truth. “Começamos todos com o realismo ingênuo, quer dizer, com a doutrina de que os objetos são assim como parecem ser. Admitimos que a erva é verde, que a neve é fria e que as pedras são duras. Mas a física nos assegura que o verde das ervas, o frio da neve e a dureza das pedras não são o mesmo verde, o mesmo frio e a mesma dureza que conhecemos por experiência, mas algo de totalmente diferente. O observador que pretende observar uma pedra, na realidade observa, se quisermos acreditar na física, as impressões das pedras sobre ele próprio. Por isto a ciência parece estar em contradição consigo mesma; quando se considera extremamente objetiva, mergulha contra a vontade na subjetividade. O realismo ingênuo conduz à física, e a física mostra, por seu lado, que este realismo ingênuo, na medida em que é consequente, é falso. Logicamente falso, portanto falso.” À parte sua perfeita formulação, estas linhas expressam algo em que eu jamais pensara. Para um olhar superficial, o pensamento de Berkeley e de Hume parece o oposto do pensamento científico. Mas o enunciado acima de Russell revela uma relação. Berkeley insiste sobre o fato de que não percebemos diretamente os “objetos” do mundo exterior por nossos sentidos, mas que os órgãos de nossos sentidos são afetados por fenômenos ligados como causa à presença dos “objetos”. Ora, esta reflexão suscita a convicção por já raciocinar como a ciência física. Se não se tem bastante confiança na maneira de pensar física, mesmo em suas grandes linhas, não há razão alguma para impor qualquer coisa entre o objeto e o ato de ver que isola o sujeito em relação ao objeto e torna problemática “a existência dos objetos”. A mesma técnica de reflexão em ciência física e os resultados assim obtidos revolucionaram a tradicional possibilidade de compreender os objetos e suas relações pelo lado único do pensamento especulativo. Aos poucos, se firmava a convicção de que todo conhecimento sobre os objetos era inexoravelmente uma transformação da matéria bruta oferecida pelos sentidos. Sob esta apresentação geral (formulada intencionalmente em termos vagos), esta proposição é aceita comumente. A convicção repousa assim sobre dupla prova: a impossibilidade de adquirir conhecimentos reais pelo puro pensamento especulativo, mas sobretudo a descoberta dos progressos dos conhecimentos pela via empírica. Primeiro, Galileu e Hume justificaram este princípio com uma perspicácia e uma determinação totais. Hume bem compreendia que conceitos, julgados essenciais por nós — por exemplo, a relação causal —, não podem ser obtidos a partir da matéria fornecida pelos sentidos. Esta compreensão o levou ao ceticismo intelectual diante de qualquer conhecimento. Quando se lêem suas obras, fica-se espantado de que depois dele tantos filósofos, em geral bem considerados, tenham podido redigir tantas páginas tão confusas e encontrado leitores gratos. Contudo Hume marcou com sua influência os seus melhores sucessores. E nós o reencontramos na leitura das análises filosóficas de Russell: o estilo preciso e a expressão simples são os mesmos de Hume. O homem aspira profundamente ao conhecimento certo. E por esta razão, o sentido da obra de Hume nos comove. A matéria bruta sensível, única fonte de nosso conhecimento, nos modifica, nos faz crer, esperar. Mas não pode conduzir-nos ao saber e à compreensão de relações que revelam leis. Kant então propõe um pensamento. Sob a forma em que foi apresentada é indefensável, porém marca um nítido progresso para resolver o dilema de Hume. “O empírico, no conhecimento, jamais é certo” (Hume). Se queremos conhecimentos certos temos de baseá-los na razão. Tal é o caso da geometria, tal o do princípio de causalidade. Estes conhecimentos, mais alguns outros, formam uma parte de nosso instrumento-pensamento. Por conseguinte não devem ser obtidos pelos sentidos. São conhecimentos a priori. Hoje todo o mundo sabe, evidentemente, que os famosos conhecimentos nada têm de certo, nada de intimamente necessário, como Kant acreditava. Mas Kant colocou o problema sob o ângulo desta constatação. Temos um certo direito de pensar conceitos que a matéria experimental sensível não pode dar-nos, se permanecermos no plano lógico em face do mundo dos objetos. Penso que é preciso ainda superar esta posição. Os conceitos que aparecem em nosso pensamento e em nossas expressões linguísticas são — do ponto de vista lógico — puras criações do espírito e não podem provir indutivamente de experiências sensíveis. Isto não é tão simples de admitir porque unimos conceitos certos e ligações conceptuais (proposições) com as experiências sensíveis, tão profundamente habituais que perdemos a consciência do abismo logicamente insuperável entre o mundo do sensível e o do conceptual e hipotético. Por isto, incontestavelmente, a série de números inteiros marca uma invenção do espírito humano, um instrumento criado por ele para facilitar e ordenar algumas experiências sensíveis. Não existe possibilidade alguma de tirar este conceito da própria experiência sensível. Escolho de propósito a noção do número porque pertence ao pensamento pré-científico e seu aspecto operatório é facilmente identificável aqui. Mas quanto mais nos aproximamos dos conceitos elementares na vida cotidiana, tanto mais o peso de hábitos arraigados nos embaraça para reconhecermos o conceito como criação original do espírito. Assim se elaborou uma concepção fatal e gravemente errônea para a compreensão das relações reais e imediatas: os conceitos se constituiriam a partir da experiência e em seguida da abstração, mas com isto perdem uma parte de seu conteúdo. Desejo mostrar por que esta concepção me parece tão errônea. Se se aceita a crítica de Hume, formula-se logo a idéia de que todo conceito ou toda hipótese devem ser rejeitados do espírito como “metafísica”, por não serem extraídos da matéria bruta sensível. Porque todo pensamento só recebe seu conteúdo material através da relação com o mundo sensível. Julgo perfeitamente exata esta idéia; em compensação, uma construção que sistematiza dessa forma o pensamento me parece falsa. Pois esta pretensão lógica, levada ao extremo, excluiria inevitavelmente qualquer pensamento como metafísico. Para que o pensamento não degenere em metafísica, quer dizer em parolice, é preciso que um número suficiente de proposições de um sistema conceptual esteja ligado de modo exato às experiências sensíveis e que o sistema conceptual, na função essencial de ordenar e de sintetizar o vivido sensível, revele a maior unidade, a maior economia possível. Afinal, o “sistema” exprime um livre jogo (lógico) de símbolos por meio de regras (lógicas) arbitrariamente dadas. De igual maneira, tudo isto é válido para traduzir o cotidiano; e até para pensar as Ciências, sob uma forma mais consciente e mais sistemática. Aquilo que vou dizer torna-se então mais claro: Hume, por sua crítica lúcida, possibilita um progresso decisivo da filosofia. Mas causa, sem responsabilidade de sua parte, um real perigo, porque esta crítica suscita um “medo da metafísica” errado, por realçar um vício da filosofia empírica contemporânea. Este vício corresponde ao outro extremo da filosofia nebulosa da antiguidade, quando ela pretendia poder dispensar os dados sensíveis, ou até mesmo desprezá-los. Apesar de minha admiração pela perspicaz análise apresentada por Russell em Meaning and Truth, tenho receio de que também aí. o espectro do medo metafísico haja causado alguns estragos. Esta angústia me explica, por exemplo, o papel da razão para conceber a “coisa” como um “feixe de qualidades”, qualidades que devem ser abstraídas da matéria pura sensível. Este fato (duas coisas devem ser consideradas uma única e a mesma coisa se se correspondem respectivamente em suas qualidades) nos obriga a avaliar as relações geométricas dos objetos como qualidades. (De outro modo, seríamos obrigados, de acordo com Russell, a declarar serem “a mesma coisa” a Torre Eiffel em Paris e a torre de Nova Iorque.) Diante disto, não vejo perigo “metafísico” em acolher o objeto (objeto no sentido da física) como um conceito independente no sistema ligado à estrutura espacial-temporal que lhe pertence. Levando em conta esses esforços, estou contente ainda por descobrir, no último capítulo, que não se pode dispensar a “Metafísica”. Minha única crítica esclarece a má consciência intelectual que se sente através das linhas.Albert Einstein Escrito por niceacupuntura às 08h22 [] [envie esta mensagem] Escrito por niceacupuntura às 17h18 [] [envie esta mensagem] |